DELEUZE/GUATTARI/ARTAUD: DEVIR-REVOLUCIONÁRIO E BIOPOTÊNCIA - POR UM OUTRAMENTO DAS FORÇAS INTENSIVAS DE UMA CONTRAFILOFIA

Alex Fabiano Jardim, Michelle Martins de Almeida

Resumo


A proposta do trabalho é produzir uma conversação entre Deleuze/Guattari e Artaud. A ideia é pensar Artaud enquanto intercessor, personagem conceitual importante para pensarmos em Deleuze o esgotamento. A valsa da escrita artaudiana, de um corpo sem deus, sem órgãos, sem juízo, nos faz andar à beira de um abismo engenhoso, onde forças que promovem um estrangulamento biopolítico pretendem nos manter no limbo do cansaço. É a experiência do esgotamento de uma vida que não suporta mais os dispositivos que segmentam a sensação do cansaço que pari o devir-revolucionário. Artaud nos faz experimentar o extremo do abandono, do desamparo, do desespero. Ao experimentar o esgotamento, linhas de articulação e de fuga se implicam por devir. Agenciamentos inventados a partir de um outramento de enunciações das mais diversas, levando-nos à dissolução de um Eu. As potências da vida, potências intensivas, seriam liberadas a partir de uma experimentação da inexistência.


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DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026a2021n44p55-62

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e-ISSN: 1980-9026
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