IMAGENS (DES)ENQUADRADAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: O QUE PODE O COLETIVO ESCOLAR EM TEMPOS DE PANDEMIA?

Hociene Nobre Pereira Werneck, Lívia Camporez Giuberti

Resumo


Este artigo problematiza como professoras[1] têm (re)existido como corpo coletivo no cotidiano escolar em tempos de pandemia. Utiliza-se da cartografia e de seus fluxos imprevisíveis para movimentar o pensamento e, por meio de rede de conversações, capturar a força de ação coletiva em formações de professoras ocorridas em meio ao distanciamento social. Entendendo a força de ação coletiva como processo de resistência, mergulha nas imagens geradas durante os encontros online cartografando afetos alegres e tristes. Argumenta que as docentes experimentam, criam, resistem e (re)existem diante das trocas e aprendizagens. Nesse sentido, discute o tempo da escola como tempo que rompe com experiências cronológicas e provoca fugas às imposições e às limitações do ensino remoto, promovendo interações e (des)enquadrando imagens estáticas que potencializam outros modos de viver os cotidianos escolares.


[1] Utilizamos o termo professoras no feminino, destacando a presença de mulheres como participantes e integrantes do corpo docente da escola pesquisada.


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DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026a2021n44p89-99

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