A EXPERIÊNCIA DO FORA EM DELEUZE: O VIRTUAL TECNOLÓGICO E A VIDEOARTE

Hugo Souza Garcia Ramos, Geide Rosa Coelho

Resumo


Este artigo objetiva problematizar a experiência do fora por meio da videoarte. Essa proposição implica compreender que a arte do vídeo pode ser um “veículo” potente para acionar devires da subjetivação que tem modificado os modos de experimentação de si e do mundo. Para tanto, é abordada as temáticas do virtual e da imagem-tempo a partir do pensamento de Deleuze (1987; 1988; 1990). Além disso, foi realizada uma análise dos territórios sensíveis da obra videográfica Mannequin Death (2016) de John Miller e Richard Hoeck. Concluímos, ao final, que devido as imagens de uma videoarte serem regidas sob o signo do inacabamento – uma obra-processo em que a plasticidade ganha lugar, características da vida, se instaura a possibilidade para transitar por uma experiência fora do sujeito nas dimensões do virtual.  O que ocorre é um outro agenciamento com espectador em que há múltiplas produções de sentidos e linguagens sem pretensão de estabelecer sistemas de representação.


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Referências


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DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026a2021n44p200-206

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e-ISSN: 1980-9026
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