A invisibilidade do adolescente público-alvo da educação especial e os desafios docentes na construção de uma escola inclusiva
Resumo
O artigo discute a invisibilidade do adolescente público-alvo da educação especial a partir da Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano, de Bronfenbrenner (1996). Evidencia-se que, mesmo com avanços legais e pedagógicos, muitos adolescentes com NEE permanecem à margem das práticas escolares, revelando fragilidades na formação docente e na articulação entre escola e família. A análise integra diferentes autores para compreender como fatores contextuais, relacionais e institucionais produzem formas sutis de exclusão. O texto enfatiza a necessidade de políticas de formação mais eficazes e do fortalecimento dos vínculos entre escola, família e comunidade, a fim de garantir autonomia, aprendizagem e reconhecimento dos direitos desses estudantes.
Palavras-chave
Texto completo:
PDFReferências
AMBROSETTI, Neusa Banhara. O “eu” e o “nós”: trabalhando com a diversidade na sala de aula. In: ANDRÉ, M. (org.). Pedagogia das diferenças na sala de aula. Campinas: Papirus, 1999, p. 81-105.
BENETTI, Idonézia Collodel; VIEIRA, Maria Lúcia.; CREPALDI, Maria Aparecida. Fundamentos da teoria bioecológica de Urie Bronfenbrenner. Pensando Psicologia, v. 9, n. 16, p. 89-99, 2013.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Presidência da República, [2016]. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em:01dez. 2025.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Presidência da República, [1996]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 14 dez. 25.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, 7 jul. 2015.
BRONFENBRENNER, Urie. A ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados. Porto Alegre: Artmed, 1996.
BRONFENBRENNER, Urie. Bioecologia do desenvolvimento humano: tornando os seres humanos mais humanos. Porto Alegre, Artmed, 2011.
DESSEN, Maria Auxiliadora; POLÔNIA, Ana Carolina. A família e a escola como contextos de desenvolvimento humano. Paideia, Ribeirão Preto, v. 17, n. 36, p. 21-32, 2007.
DESSEN, Maria Auxiliadora; COSTA JÚNIOR, Áderson Luiz. A ciência do desenvolvimento humano: tendências atuais e perspectivas futuras. Porto Alegre: Artmed, 2008.
EBERSOLD, Serge. Acessibilização, inclusão e a reinvenção da escola. [Entrevista cedida a] Enicéia Gonçalves Mendes. Em Aberto, Brasília, v. 36, n. 118, p. 199-209, set./dez. 2023. Disponível em: https://www.ivysci.com/en/articles/9896896__Acessibilizao_incluso_e_a_reinveno_da_escola. Acesso em: 14 dez. 2025.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 2.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
DUPONT LÓ, Judithe Eva. Uma escola para todos e para cada um: escola inclusiva, uma comunidade de aprendizes. Conjectura, v. 15, n. 1, jan/abr. 2010, p. 119-134.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar – o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Summus, 2015.
MEIRA, Marisa Eugênia Melillo. Desenvolvimento e aprendizagem: reflexões sobre suas relações e implicações para a prática docente. Ciência & Educação, Bauru, v. 6, n. 2, p. 61-72, 2000.
MOREIRA, Antonio Flavio Barbosa. Formação de professores e currículo: questões em debate. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 29, n. 110, p. 35-50, jan./mar. 2021.
NÓVOA, Antônio. Escola e professores: proteger, transformar, valorizar. Salvador, Bahia, 2022.
PERRENOUD, Philippe. Pédagogie différenciée: des intentions à l’action. Paris: ESF, 1997.
REY, Fernando González. Comunicación, personalidade y desarrollo. Playa, Habana: Pueblo y Educación, 1995.
RODRIGUES, Sandra Regina Sales; SALES, Maria Cristina de Oliveira. Necessidades formativas do professor frente à demanda de alunos da educação especial na escola regular. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 30, n. 2, p. 253-268, 2024.
SHULMAN, Lee S. Conhecimento e ensino: fundamentos para a nova reforma. Cadernos Cenpec, São Paulo, v. 4, n. 2, p. 196-229, dez. 2014.
SHULMAN, Lee S.; SHULMAN, Judith H. Como e o que os professores aprendem: uma perspectiva em transformação. Cadernos Cenpec, São Paulo, v. 6, n. 1, p. 120-142, jan./jun. 2016.
SZYMANSKI, Heloisa. Práticas educativas familiares: a família como foco de atenção psicoeducacional. Revista Estudos de Psicologia, Campinas, v. 21, n. 2, p. 5-16, 2004.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
THERRIEN, Jacques. Pedagogia: a definição de um campo profissional de conhecimento. In: ALBUQUERQUE, L. B. (org.). Currículos contemporâneos: formação, diversidade e identidades em transição. Fortaleza: Editora UFC, 2005, p. 290-304.
VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
VYGOTSKY, Lev Semenovich. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026a2026n58p169-184
Apontamentos
- Não há apontamentos.
Linha Mestra - Associação de Leitura do Brasil (ALB)
e-ISSN: 1980-9026
DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026