Como se tornar Ninguém? O acontecimento de si, a língua e o encontro com a onomatopeia

Júlia Maria Ferreira Leite, Marcos Vinícius Leite

Resumo


O reverso da identidade é Ninguém. Paradoxo presente em Ulisses, afirmado por Narciso e enfrentado por Kafka. Rotulado em Babel. Presente aos povos originários nos modos outros de existir. Na tradição, figura Ninguém como um limite, fronteira do impossível da língua. Porém, como afirmar Ninguém para além do Quem, para além do Eu e suas vigências? A identidade como afirmação da tradição entonada na língua de um corpo que diz eu. Persistência de um alguém, como rosto para Ninguém. Por outro lado, as desconstruções na vigência do niilismo podem suscitar modos outros do devir e do acontecer. Trata-se de experimentar outras linguagens para tornar modos outros de existir. Tornar-se Ninguém como o diverso e múltiplo a dizer da língua-acontecimento. Transtornar o eu na conquista da onomatopeia!

Palavras-chave


Tornar-se o que se é; Formação; Sujeito

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026a2025n55p120-128

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e-ISSN: 1980-9026
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