NOTAS SOBRE AMIZADE E MÁQUINAS DO SÉCULO XVIII

Luiz Guilherme Augsburger

Resumo


Em meio à formação da modernidade e dos aparelhos estatais modernos, a amizade que se proliferava nos textos e meios de sociabilidade iluministas aparecia como uma relação no mínimo ambígua. Ela operava tanto como máquina de fabricar, produzindo e capturando corpos, fluxos e devires, e conformando-os às normas, às macropolíticas e às dinâmicas do Estado moderno; como também agia como um catalizador de diferenças, uma máquina de criar a partir da qual se engendravam devires, nomadismos, desterritorializações e linhas de fugas. E isto não como um paradoxo, como uma dialética ou numa lógica de corrupção ou desvio, mas como parte da própria dupla-articulação que compunha tais relações.


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Linha Mestra Associação de Leitura do Brasil (ALB)
e-ISSN: 1980-9026
DOI: https://doi.org/10.34112/1980-9026

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